Imobiliária em São Paulo
Atendimento (11) 96587-7211

Notícias do mercado imobiliário

Financiamento de imóveis fica 30% mais barato com redução de juros

Levantamento mostra que, em empréstimo de R$ 400 mil, mutuário pode
economizar até R$ 243,5 mil, devido à redução na taxa de juros.

Com a Selic no menor patamar histórico, de 2% ao ano, as taxas de juros
para o Financiamento de imóveis também caíram e contribuíram para que a
prestação da casa própria coubesse no bolso de mais brasileiros.

Segundo
levantamento da plataforma imobiliária Kzas, o financiamento ficou até
30% mais barato para os consumidores brasileiros. Veja a simulação:

Um
imóvel de R$ 500 mil, com entrada de R$ 100 mil, financiamento de R$
400 mil e 360 meses para pagar. Em 2016, o mutuário pagaria uma parcela
inicial de R$ 4.630,43. Agora, esse mesmo empréstimo começa com
prestação de R$ 3.369,60.

“Como se trata de um financiamento
longo, ao final do contrato, o mutuário terá economizado cerca de R$ 240
mil só com a diferença na taxa de juros ”, calcula o CFO e co-fundador
da plataforma Kzas, Eduardo Muszkat.

Em outra simulação,
considerando um imóvel de R$ 950 mil e R$ 100 mil de financiamento, a
parcela inicial cai de R$ 1.290,84 para R$ 903,34, considerando o
pagamento em 360 meses. No fim do contrato, o mutuário terá desembolsado
R$ 72,5 mil a menos com juros.

O valor da taxa de juros varia de
acordo com a instituição financeira. A partir desta quinta-feira (22), a
Caixa Econômica Federal reduziu a taxa de juros neste mês para o
financiamento imobiliário e vai dar seis meses de carência aos
compradores. Agora, a taxa está entre TR + 6,25% ao ano e TR + 8% ao
ano. A taxa mínima é 2,5 pontos percentuais inferior à praticada em
dezembro de 2018.

O analista da Guide Investimentos Caio Ventura
diz que as taxas de juros brasileiras sempre foram altas ao longo da
história, dificultando o acesso ao financiamento para muitos.

“Com
a redução, temos uma impulsão importante na demanda, o que já é
refletido na venda dos imóveis”, afirma Ventura. Para ele, apesar das
taxas mais baixas, a novidade beneficia principalmente pessoas de classe
média e alta, grupo de pessoas que conseguiram ter uma resiliência
maior durante a pandemia.

A taxa de juros é um fator determinante
na hora de adquirir um financiamento, mas não deve ser a única. Ventura
orienta que o valor da parcela pode comprometer até, no máximo, 30% da
renda. Financiamento de imóveis

O
co-fundador de Kzas, Eduardo Muszkat, afirma que uma boa alternativa
para se beneficiar das taxas baixas do momento é adquirir um
financiamento com taxa fixa. “Se a taxa de juros ficar mais baixa, você
faz a portabilidade, se aumentar, você fica fixo”, diz Muszkat.

Muszakt
diz que é um bom momento para comprar, porque existe uma perspectiva de
aumento da inflação e, consequentemente, de juros. “É importante se dar
conta de que essa redução nas taxas de juros que os bancos estão
fazendo, com toda a questão de que o mercado está retomando, em relação
ao que veio, existe uma perspectiva de inflação”, diz.

A
economista da Toro Investimentos Paloma Brum afirma que, além das
questões racionais, a compra de um imóvel próprio muitas vezes envolve
um sonho, que também deve ser levado em conta. Para conquistar o sonho,
no entanto, é preciso ter disciplina.

“Eu acredito que ela vai
precisar ter uma disciplina muito grande em relação aos gastos. Às vezes
a pessoa assume um financiamento, acha que vai ter capacidade de renda,
mas ela que a pessoa está tão focada na compra, que ela esquece que
pode precisar de outras coisas”, explica Brum.

Situações
planejáveis, como o pagamento da faculdade para os filhos no longo
prazo, devem ser consideradas para não chegar ao ponto de ter mais
dívidas do que pode bancar.

Aluguel x Financiamento de imóveis

Brum explica que é importante avaliar o custo do aluguel e da parcela do Financiamento de imóveis para decidir assumir a dívida.

Segundo
Brum, há alguns anos, pessoas de renda mais alta conseguiam deixar o
dinheiro guardado, rendendo e, com o rendimento, pagar o aluguel, já que
as taxas de juros no país eram altas e os títulos públicos e privados
rendiam muito mais. No entanto, atualmente, é praticamente impossível
realizar esta operação, mesmo para quem tem um montante alto poupado.

Além
disso, os contratos de aluguel são calculados pelo IGP-M, indicador de
inflação que tem mostrado sinais de alta. A prévia de outubro, por
exemplo, apontou variação de 20,56% nos últimos 12 meses, percentual que
pode ser utilizado para a renovação do contrato de aluguel.

“Então
você vai pagar aluguel agora e, se for levar na regra do contrato, está
tendo um aumento de 20,56% e quando a gente olha a rentabilidade da
Selic, a conta não fecha”, explica Brum. Apesar do percentual alto, a
especialista afirma que dificilmente será utilizado em sua totalidade
para os reajustes, porque o país passa por um período de crise.

Com
o aluguel pesando no bolso, pode ser que muitas pessoas optem pelo
financiamento imobiliário. Entender o mercado de atuação também é
fundamental. Como o financiamento imobiliário tende a ter prazos muito
longos, é interessante saber se há estabilidade profissional antes de
assinar o contrato de compra.

Dicas para comprar um imóvel financiado

O
ideal é que o comprador se organize para dar uma entrada com o maior
valor possível, assim vai financiar um montante menor e,
consequentemente, pagar menos juros para compra do imóvel.

“Eu
acho que também quando falamos de pessoa física o ideal seria avaliar o
quanto o banco está disposto a financiar. Cada instituição vai ter um
percentual e um prazo, que é sempre importante você considerar que
quanto mais tempo pagar, mais caro você vai pagar”, explica Ventura.

Para
facilitar a compra do imóvel próprio, a orientação de Muszakt é que o
consumidor poupe todos os meses para fazer a compra que sonha quando
encontrar o local certo. Dessa forma, terá um montante maior para a
entrada e vai financiar uma parcela menor do valor do imóvel.

Para
que o Financiamento de imóveis valha a pena, Brum orienta que o
consumidor pesquise sobre a capacidade de valorização do imóvel. “O
imóvel tem que ter uma perspectiva de valorização a longo do tempo maior
do que a taxa de juros do financiamento”, afirma. A especialista diz
que é importante analisar o local do imóvel, se o bairro está em
crescimento e quais as perspectivas futuras do mercado para aquela
localidade.

02/11/2020

Últimas notícias