Notícias do mercado imobiliário
Conselho do FGTS aprova suspensão de 120 dias para receber de bancos valores de financiamentos imobi
Medida pontual apenas adia o recebimento dos valores para o fim desteano, mas situação financeira do FGTS preocupa especialistas.
SÃO PAULO – O conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) se reuniu, nesta terça-feira (8), e aprovou por
unanimidade a suspensão temporária de 120 dias para que os agentes
financeiros, como os bancos, paguem ao fundo os valores dos
financiamentos imobiliários de habitação.
Em sessão extraordinária
realizada por videoconferência, Daniel Duarte Ferreira,
secretário-executivo adjunto do Ministério de Desenvolvimento Regional
(MDR) apresentou a medida a pedido dos bancos, já que parte deles havia
permitido aos clientes pausar o pagamento das prestações, mas os
repasses para o FGTS seguiram acontecendo normalmente.
A
possibilidade de carência no pagamento dos bancos ao fundo vale para as
parcelas que vencem entre setembro e 31 de dezembro deste ano. Assim, na
prática, o conselho do FGTS aceitou receber os valores parcelados e
devidamente corrigidos até o fim deste ano, e por isso, o fundo não
teria perdas financeiras em seu balanço final de 2020.
O
adiamento do pagamento por parte dos bancos ao FGTS só valerá para os
financiamentos que fazem parte do programa Casa Verde e Amarela e mais
especificamente aos beneficiários com renda bruta mensal de até R$ 4 mil. O programa é o substituto do Bolsa Família (entenda os detalhes).
Os financiamentos pausados nessa faixa do programa equivalem, segundo o conselho, a um montante de até R$ 3 bilhões.
O
MDR argumentou que o FGTS tem condições financeiras de arcar com a
suspensão do recebimento desses R$ 3 bilhões, mesmo sem precisar vender
títulos públicos, apenas usando o valor proveniente de operações
compromissadas já realizadas (quando o Banco Central vende ou compra
títulos públicos com o compromisso de os recomprar ou revender em uma
data futura), que totalizam um excedente de mais de R$ 5,7 bilhões no
caixa do FGTS.
Recursos escassos
O
conselho do FGTS afirmou que vem tomando decisões com cautela, diante
das recentes liberações emergenciais de saques do fundo. Além disso,
notícias recentes mostram quem o fundo estaria sofrendo pressão do
Congresso para novas liberações emergenciais, diante da crise provocada
pela pandemia.
Na reunião desta terça-feira membros do conselho
destacaram que existe uma preocupação em comprometer a sustentabilidade
do fundo no longo prazo com um excesso de retiradas para auxiliar a
população no curto prazo.
Segundo informações do órgão, em 2020 o
FGTS vai abrir mão de mais de R$ 40 bilhões para auxiliar na retomada
econômica em várias frentes.
Durante a reunião, Julia Cesar Costa
Pinto, presidente do conselho do FGTS, garantiu que a nova medida de
pausa no recebimento dos financiamentos não vai causar prejuízo ao
fundo, nem afetará os cotistas, justamente porque os valores ainda serão
pagos neste ano e com a atualização monetária.
“Não
há prejuízo ao fundo, mas existe um descasamento temporal porque você
deixa de receber parte do dinheiro neste momento. Estamos fazendo tudo o
que é possível para atender as demandas [da pandemia] de forma
eficiente. Por isso, estamos postergando esses R$ 3 bilhões na área da
habitação”, disse.
Fábio Tadeu Araújo, economista e sócio-diretor
da Brain Inteligência Estratégica, entende que nesse formato anunciado a
saúde do fundo não vai se deteriorar, já que os valores estarão em
caixa novamente até o fim deste ano.
“A postergação foi pleiteada
pela Caixa, que está oferecendo uma carência de até 180 dias para os
clientes, mas continuava com a obrigação de repassar os recursos ao
FGTS, como se não houvesse a pausa. É apenas uma dilatação, e de poucos
meses, diferentemente das medidas anteriores que foram retiradas muito
relevantes de dinheiro do fundo”, avalia.
Ainda que essa medida
pontual não deva prejudicar a situação do fundo, segundo Araújo, ele
ressaltou que existe de fato uma preocupação sobre a saúde financeira do
FGTS no longo prazo.
Juliana Inhasz, economista e professora no
Insper, ponderou que a decisão tomada nesta terça faz sentido, desde que
os repasses ao fundo aconteçam de fato ainda neste ano.
“Os
bancos estão empurrando o pagamento para frente dada a situação, mas a
questão é se eles vão conseguir arcar com os custos. Se a economia
engrenar de vez, provavelmente o fundo não terá problemas em receber os
valores. Mas a preocupação é sobre a possibilidade dos bancos não terem
esse dinheiro em dezembro, e, por consequência, não honrarem os
compromissos no prazo acordado, o que colocaria o fundo em uma situação
ainda mais delicada para o início do ano que vem”, diz.
Taxas mais baixas
Na
mesma reunião, o conselho do FGTS também oficializou uma medida que já
havia sido anunciada pelo governo no âmbito do programa Casa Verde e Amarela.
Durante
o anúncio do programa, no último dia 25, o Ministério do
Desenvolvimento Regional havia explicado que as reduções nas taxas de
financiamento para as famílias de baixa renda seriam compensadas por
meio de uma redução gradual, ao longo dos próximos quatro anos, da
remuneração que a Caixa recebe nas operações e repassa ao FGTS.
A
medida permitirá financiar 350 mil novas moradias sem a utilização de
recursos da União. Com isso, o subsídio do FGTS vai diminuir de R$ 9
bilhões para R$ 7,5 bilhões nesse período.
Segundo Ferreira,
secretário-executivo do MDR, a redução de taxas se faz necessária porque
o déficit habitacional das regiões Norte e Nordeste é maior do que no
restante do país.
“As regiões Norte e Nordeste enfrentam mais
dificuldades e mais famílias precisam de auxílio ao compararmos
proporcionalmente com as outras regiões do país. Por isso, a redução de
taxas vai permitir que uma base maior de famílias possa entrar no FGTS, o
que também vai estimular que a construção civil se interesse mais em
oferecer opções nessas regiões”, disse Ferreira.
banco afirmou que as pessoas físicas serão beneficiadas no empréstimo
pessoal, e... - Veja mais em
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/18/itau-repassa-corte-de-05-ponto-percentual-na-taxa-de-juros-a-clientes.htm?cmpid=copiaecola
Unibanco anunciaram hoje que vão reduzir suas taxas de juros para
clientes pessoa física e jurídica, repassando o corte de 0,50 ponto
percentual da taxa básica de juros para suas linhas de crédito.
A iniciativa, tomada em decorrência da pandemia do novo coronavírus, foi
anunciada após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
realizada hoje, que determinou nova queda da Selic para 3,75% ao ano....
- Veja mais em
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/18/itau-repassa-corte-de-05-ponto-percentual-na-taxa-de-juros-a-clientes.htm?cmpid=copiaecola
Unibanco anunciaram hoje que vão reduzir suas taxas de juros para
clientes pessoa física e jurídica, repassando o corte de 0,50 ponto
percentual da taxa básica de juros para suas linhas de crédito.
A iniciativa, tomada em decorrência da pandemia do novo coronavírus, foi
anunciada após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
realizada hoje, que determinou nova queda da Selic para 3,75% ao ano....
- Veja mais em
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/18/itau-repassa-corte-de-05-ponto-percentual-na-taxa-de-juros-a-clientes.htm?cmpid=copiaecola
Últimas notícias
- 13/12/2025 Caixa libera mais de um financiamento imobiliário no SBPE
- 08/12/2025 'Minha Casa, Minha Vida' reduz preços, mas acesso ainda é desafio
- 08/12/2025 Preços de imóveis disparam em Praia de Belas, Porto Alegre
- 08/12/2025 IA impulsiona boom imobiliário em São Francisco
- 06/12/2025 Bônus demográfico: por que o mercado imobiliário brasileiro ainda joga com vento a favor
- 04/12/2025 Minha Casa, Minha Vida - Classe Média
- 03/12/2025 Donos de imóveis em Porto Alegre estão mais abertos a descontos
- 03/12/2025 CBIC pede redução urgente dos juros altos no Brasil
- 02/12/2025 Falsa imobiliária em SP aplica golpe de R$ 3,1 mil
- 02/12/2025 Preço de imóveis residenciais sobe 6,22% no ano, mais do que a inflação
- 02/12/2025 Cury é condenada a indenizar quem comprou imóvel popular sem saber
- 01/12/2025 SBPE registra R$ 14,8 bi em financiamentos em outubro
- 27/11/2025 ‘Inflação do aluguel’ tem 1º queda em 12 meses desde 2024
- 27/11/2025 Selic guiará setor imobiliário em 2026, não eleições
- 26/11/2025 Construtoras lançam menos projetos voltados a Airbnb em SP
- 25/11/2025 Inflação da construção freia lançamentos imobiliários
- 25/11/2025 Incorporadoras de alto padrão miram imóveis econômicos
- 24/11/2025 Novo teto do SFH: bancos pedem inclusão de contratos antigos
- 19/11/2025 Aluguel sobe em 12 meses mais que o dobro da inflação
- 19/11/2025 Lançamentos superam vendas e estoques sobem 3,3% no 3º tri
- 15/11/2025 Justiça manda devolver valor cobrado a mais por imóvel na planta
- 15/11/2025 Venda de imóveis com desconto bate recorde no 3º tri
- 14/11/2025 Novidade no Minha Casa, Minha Vida dá fôlego ao setor imobiliário
- 12/11/2025 FGTS eleva limite do Minha Casa, Minha Vida para R$ 275 mil
- 31/10/2025 Câmara do Rio autoriza intervenção em imóveis abandonados
- 29/10/2025 OLX encerra parceria com Creditas e investe na CredAluga
- 27/10/2025 Brasil volta ao foco do investimento imobiliário global, diz executivo
- 25/10/2025 Loft lança antecipação de aluguéis com a CashGo
- 20/10/2025 O que acontece se eu não pagar o lucro imobiliário?
- 16/10/2025 Caixa começa a liberar crédito de até 80% do valor do imóvel
- 14/10/2025 Novo crédito imobiliário deve impulsionar ações de bancos e construtoras
- 12/10/2025 Setor imobiliário não está preparado para Reforma Tributária, dizem executivos
- 08/07/2025 Lula discutirá com CEOs de grandes bancos novo modelo de crédito imobiliário
- 19/06/2025 Copom eleva a taxa Selic para 15,00% a.a.
- 17/06/2025 QuintoCred
- 04/06/2025 Minha Casa, Minha Vida: entenda mudança que beneficia quem ganha até R$ 12 mil
- 01/07/2024 Financiamento para imóvel usado vai ficar mais difícil a partir de 18/05/24
- 01/07/2024 Recursos para financiamento imobiliário ficam mais escassos, e Caixa alerta para 2025
- 05/03/2024 Quando deve ocorrer o pagamento do ITBI?
- 28/02/2024 Como calcular a rentabilidade de um investimento em imóveis?