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Notícias do mercado imobiliário

Governo espera contratar 1 milhão de moradias do MCMV em 2026

Governo espera contratar 1 milhão de moradias do MCMV em 2026


Programa de habitação popular terá orçamento recorde do FGTS e deve manter impulso à construção civil em ano eleitoral


O governo federal projeta contratar 1 milhão de unidades habitacionais pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em 2026, mantendo o impulso na construção civil durante ano eleitoral. A meta foi anunciada pelo secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, em entrevista ao Valor.

O programa conta com orçamento recorde do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de R$ 144,5 bilhões para habitação, reformulação do modelo de crédito imobiliário e aumento do valor máximo do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.


O governo, segundo Rabelo, espera entregar 60% das unidades em execução ainda no primeiro semestre, antes das limitações impostas pela legislação eleitoral para eventos políticos.

Faixa 1 recebe maior investimento

Das 1 milhão de moradias previstas, 390 mil serão destinadas a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850, na faixa 1. Destas, 140 mil serão integralmente subsidiadas pelo governo federal, com investimento de R$ 8,567 bilhões. As outras 250 mil unidades serão contratadas por financiamento.

O governo também prevê contratar 89 mil unidades para a classe média, contra 31 mil contratos assinados no ano passado. Rabelo destacou que os ajustes implementados desde 2023 se consolidaram e os resultados aparecerão mais claramente a partir de 2026.


Em 2023, foram contratadas 490 mil unidades; em 2024, 605 mil e, em 2025, devem somar 670 mil.



Setor aquecido gera empregos

O presidente-executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Fernando Guedes, afirmou ao jornal que o MCMV respondeu por 47% dos lançamentos e 44% das vendas do setor no terceiro trimestre de 2025. A construção civil criou 3,075 milhões de postos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2025, sendo 1,178 milhão na construção de edifícios, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Guedes estima que cerca de 550 mil empregos do total se devem ao programa habitacional. “Estou otimista em relação a 2026. Devemos manter a tendência positiva de 2025”, disse, ressalvando que o desempenho será mais moderado que em 2024.


Economistas divergem sobre a sustentabilidade do programa. Gabriel Barros, da ARX Investimentos, considera a iniciativa positiva no curto prazo para o PIB, mas alerta: “A expansão fiscal não sustentável acaba produzindo aumento dos juros e do prêmio de risco”. Marcus Pestana, da Instituição Fiscal Independente (IFI), defende que R$ 8,5 bilhões em receita primária líquida de R$ 2,5 trilhões “é até muito pouco” para uma política para garantir acesso a moradia com alta geração de emprego. Ele questiona o engessamento do orçamento da União, que limita a margem para investimentos.


16/01/2026 Fonte: loft

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